
Começámos a limpesa por cima, pelas cabeças e braços, como é procedimento normal.Quando chegámos às pernas deparámos com uma substância que as envolvia e que nos pareceu, a princípio, ser uma lama de cor rosada.




Começámos a limpesa e posso afirmar que estivemos uma pequena eternidade de volta desta substância que nos pintou os dedos, os instrumentos e nos manchou a mesa de operações.
Depois de tempos infinitos concluimos que não era lama mas guache seco. As botas cor de rosa depressa ficaram com a sua cor prateada normal mas o resto das pernas foi bem díficil de esfregar pois quanto mais esfregavamos mais tinta saía e nenhuma dessa tinta pertencia à figura.
Dias depois demos o trabalho por concluído e o paciente encontra-se com uma pele brilhante e de aspecto novo.


Tintas delicadas e locais praticamente inacessíveis no seu corpo dificultaram em muito o nosso trabalho.
Mas não aceitariamos este trabalho se não o conseguissemos fazer e o resultado está à vista. 
O rasgão na roupa era mais grave na parte debaixo do braço, onde foi nítidamente forçado o movimento. No interior, a articulação do braço estava novamente partida. 




A recuperação da peça foi difícil e demorada devido ao delicado trabalho de alinhamento e tempo colagem, assim como à furação da mesma para reforco com perno metálico.









Tivemos de descolar a peça um número infinito de vezes e limpá-la da cola aplicada todas essas vezes.


Sendo assim a estrumpfina voltou para casa inteira mas com uma cicatriz para toda a vida...

As marcas na face deste Hordak dos anos 80, estava sem tinta em certos locais e o seu corpo estava muito sujo.




